Notícias da Revista NUPEM

  • Chamada para publicações em 2021 - Revista NUPEM

    2020-12-21

    Prezad@s, segue a lista de Dossiês que serão publicados em 2021!

    Dossiê: Pestes, quarentenas, pandemias e pandemônios: visões e visualizações da doença ontem e hoje

    Submissão: 01 fevereiro a 01 de maio de 2021
    Publicação: v. 13, n. 29, set./dez. 2021
    Orgs: Enrique Vetterli Nuesch (Unespar), Alamir Aquino Correa (UEL) e Carlos Henrique Falci (UFMG)

    O presente Dossiê convida pesquisadoras e pesquisadores a olharem de forma interdisciplinar, tanto para o tempo corrente como para o passado, e proporem as relações, as reminiscências, continuidades e descontinuidades entre as diversas manifestações, discursivas, artísticas e mediáticas que emergem da experiência epidêmica/pandêmica que afetaram e afetam a humanidade.

    Registros e manifestos acerca de situações de contágios extensivos das mais diversas moléstias, sejam médicos, poéticos, crônicos, legais ou religiosos, encontram-se em todos os tempos históricos. Homero em sua “Ilíada” e Tucídides em sua “História” falavam da λοιμός (praga), a ser enviada por deuses ou trazidas pela guerra. Se, ainda pensando nas ecos culturais da antiguidade grega, hoje nos recordamos da esperança que Sófocles pôs em boca dos tebanos, apresentando-os crentes de que Édipo viria a cumprir determinações oraculares e salvar a cidade da pestilência e do morticínio, isso também nos lembra que ainda em nosso tempo recorremos ao divino perante a catástrofe que se desenrola aos nossos olhos terrenos. A causa e salvação ainda podem estar em nossa relação com as divindades que nos regem. A oração, a penitência, a maldição dos transgressores, nas formas e maneiras como praticadas nos diversos sistemas religiosos do globo, chegam-nos por meios noticiosos online ou televisivos. O conflito entre medidas sanitárias governamentais, que derivam de recomendações científicas, e o exercício da fé, também marca presença forte.

    Noutra perspectiva, pode-se dizer que nunca acompanhamos com tanto fervor as estatísticas de contágio e mortalidade por doenças infecciosas. Numa época em que a visualização de dados tornou-se tão importante, consultamos com afinco a disposição gráfica dos números produzidas por instituições de pesquisa. Sabe-se, contudo, que cada época lidou a seu modo com suas condições de produção gráfica.

    Quando o historiador George Kubler elaborava uma forma de pensar a história da arte, concluiu que simples “períodos” ocupando em sequência o tempo cronológico era algo totalmente insuficiente, e preferiu em pensar “formas do tempo”, quer dizer, as formas como o tempo se inscreve nos objetos. Assim, aos objetos artísticos corresponderiam formas temporais distintas, caracterizadas pelos problemas que os artistas se propuseram e propõem a resolver. Talvez o momento que vivemos hoje seja capaz de lançar luz a essas continuidades fragmentadas das diferentes maneiras de se viver, imaginar, ver e registrar os momentos pandêmicos.

     

    Dossiê: Ciência, saúde e doenças no Brasil: abordagens históricas e contemporâneas

    Submissão: 20 de junho a 15 de dezembro de 2020 (Já fechado)

    Publicação: v. 13, n. 29, maio/ago. 2021

    Orgs: Vanderlei Sebastião de Souza (UNICENTRO), Robert Wegner (FIOCRUZ) e Leonardo Dallacqua de Carvalho (FIOCRUZ)

    Muito se tem dito e podemos sentir que nada será como antes depois da pandemia de Covid-19. De certo modo, não apenas o futuro será diferente. O passado também o será. O presente dossiê propõe, portanto, promover um diálogo entre as pesquisas históricas e as contemporâneas, discutindo, a partir de uma perspectiva interdisciplinar, as relações entre ciência, saúde e doenças no Brasil. Considerando a força com que a atual pandemia tem mobilizado governos e instituições do mundo todo, interessa-nos refletir sobre o modo como as doenças – especialmente as com potenciais epidêmicos – impactaram a sociedade em diferentes momentos da história. Ao mesmo tempo, o convite se estende aos trabalhos que procuram compreender como a sociedade, os governos, a ciência e as instituições de saúde responderam aos problemas colocados pelas epidemias, desde a formulação de políticas governamentais, de medidas médicas e de pesquisas científicas de enfrentamento das doenças, até a relação estabelecida pelos grupos sociais, a imprensa e os governos diante do impacto e das mudanças que esses eventos impõem ao mundo social, à economia e à política.

    Do ponto de vista da produção acadêmica, desde os anos 1980 as abordagens teóricas e metodológicas envolvendo as discussões sobre ciência, saúde e doenças foram amplamente renovadas e diversificadas, expandindo suas análises em várias direções. De um lado, essa literatura avançou nas pesquisas sobre o papel e a atuação das instituições científicas, médicas e de saúde pública na gestão da saúde, na formulação de políticas públicas e no Enfrentamento de epidemias e outras enfermidades. Em segundo lugar, esses trabalhos investigaram a emergência das doenças como eventos históricos e sociológicos. Neste sentido, atenção especial foi dirigida à investigação a respeito das relações entre ciência, saúde e sociedade em tempos de epidemias que marcaram profundamente o campo da saúde no Brasil. Uma terceira direção envolveu as abordagens antropológicas sobre as representações individuais e coletivas das doenças, a experiência do sofrimento, dos estigmas e da morte em diferentes contextos de emergência de doenças epidêmicas. Os trabalhos a serem publicados no dossiê dialogam com essas distintas perspectivas e sugere reflexões que contribuam tanto para o debate acadêmico quanto para as discussões públicas, buscando alternativas de intervenção na formulação de políticas no campo das ciências da saúde.

    Desta maneira, o dossiê propõe analisar as doenças como eventos históricos, médicos e biológicos, bem como sociológicos e políticos com forte impacto sobre as instituições científicas, as políticas de saúde públicas e as ações governamentais em suas dimensões locais, nacionais e globais.

     

    Dossiê: A universidade como agente de desenvolvimento cultural, social e econômico (II)

    Submissão: 20 de março a 20 de maio de 2020 (Já fechado)

    Publicação: v. 13, n. 28, jan./abr. 2021

    Org: Valdir Fernandes (UTFPR)

    Este Dossiê busca provocar e ser espaço de reflexão e discussões acerca da relevância da Universidade no contexto contemporâneo. Tendo em vista os processos de transformação, intercâmbio e fluxo de ideias, pessoas e culturas que marcam a contemporaneidade, torna-se oportuno refletir sobre o lugar, o papel e a organização da Universidade na sociedade, sobretudo no contexto brasileiro, diante dos constantes questionamentos acerca da finalidade da Universidade Pública. Considerando esse contexto e as linhas de atuação das universidades, ensino, pesquisa e extensão, cumpre refletir sobre sua influência e contribuição nos processos de desenvolvimento dos países ao redor do mundo e do Brasil. Qual sua influência e contribuição no desenvolvimento? Como se desenvolveu e evoluiu o sistema universitário e qual sua conexão com os processos de desenvolvimento cultural, social e econômico? Como isso ocorreu e ocorre no Brasil?

    Neste sentido, o Dossiê receberá artigos científicos das diferentes áreas de conhecimento que procurem problematizar temáticas apresentadas conforme os eixos a seguir: a) Estado, políticas públicas e Universidade, contemplando discussões acerca das políticas de Estado para o Educação Superior, do financiamento e gestão dos recursos públicos, bem como o debate sobre a autonomia universitária. Inserem-se igualmente, neste eixo, as reflexões acerca do papel e do lugar da Universidade na contemporaneidade. b) Educação Superior, ciência e sociedade, enfocando questões relativas ao conhecimento produzido nas diferentes áreas e em uma perspectiva multi/inter/transdisciplinar, problematizando a estrutura e organização curricular na Educação Superior diante das demandas dos contextos regional, nacional e internacional. Engloba, ainda, as discussões sobre a formação promovida pela Universidade, voltada tanto para o mundo do trabalho quanto para o desenvolvimento do pensamento crítico-reflexivo. c) Universidade, direitos humanos e desenvolvimento social, voltado para a problematização de temáticas como cidadania, emancipação humana, pautas inclusivas, desigualdades e equidades, diversidades e relações de poder na e a partir da Universidade. Entende-se, assim, a Universidade como espaço do livre pensar e da multiplicidade de perspectivas teórico-metodológicas na produção do conhecimento e da ciência.

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